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02.04.2025 05:45 PM
Resumo de notícias do mercado dos EUA para 02 de abril

A Johnson & Johnson enfrentou um sério revés quando um juiz rejeitou um acordo de US$ 10 bilhões sobre reclamações relacionadas ao talco, fazendo com que as ações da empresa caíssem 7,6%.

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De acordo com as projeções consensuais, espera-se que o relatório ADP mostre um salto para 118.000 em março, comparado aos 77.000 registrados em fevereiro. Normalmente, esse seria um sinal positivo para o dólar e as ações americanas. No entanto, com o foco do dia voltado para as tarifas, esse evento acaba sendo ofuscado, mesmo sendo um dado relevante.

Ainda assim, a melhora nos números do mercado de trabalho dos EUA não passará despercebida pelos investidores. Caso não haja novas declarações ou notícias negativas sobre as tarifas, os mercados poderão reagir comprando ativos de risco e dólares, impulsionados pelo alívio e pela maior clareza sobre a trajetória da economia americana e global.

Acredito que há uma grande chance de um desfecho positivo, especialmente se Trump não fizer anúncios inesperados, se as tarifas reais forem um pouco menores do que o previsto — algo ainda possível — ou se estiverem alinhadas com os planos já apresentados. Mais detalhes aqui.

Os índices acionários dos EUA fecharam mistos ontem, com o S&P 500 subindo 0,38% e o Nasdaq 0,87%, enquanto o Dow caiu 0,04%.

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Os índices acionários de referência dos EUA apresentaram um desempenho misto ontem: o S&P 500 avançou 0,38%, o Nasdaq 100 registrou um sólido ganho de 0,87%, enquanto o Dow Jones fez uma pausa, recuando ligeiramente 0,04%.

Enquanto isso, a Ásia iniciou o dia com um tom pessimista. Os traders da região adotaram uma postura defensiva antes do aguardado discurso de Donald Trump, no qual ele prometeu anunciar novas tarifas recíprocas. Nesse ambiente de incerteza, o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu pela primeira vez em três dias.

Com os futuros europeus e norte-americanos em queda, o dólar mantendo-se estável e o ouro flutuando logo abaixo de seu pico histórico, parecia que o mundo inteiro prendia a respiração. Às 16h (horário de Nova York), Trump deve anunciar suas tarifas "libertadoras", que, segundo ele, entrarão em vigor imediatamente.

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, já alertou sobre um possível declínio nos gastos dos consumidores, enquanto o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, destacou que as tarifas dos EUA podem prejudicar o comércio internacional. Em resumo, enquanto o mundo se prepara para a "libertação", os mercados já demonstram sinais de nervosismo. Mais detalhes aqui.

O S&P 500 e o Nasdaq mostraram resiliência diante dos anúncios de tarifas esperados por Trump, apesar dos dados econômicos negativos e dos riscos de estagflação.

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Abril e o segundo trimestre de Wall Street começaram, no mínimo, com incertezas. Os mercados abriram o dia em tom otimista, mas rapidamente mudaram de direção: as bolsas caíram quase imediatamente após a abertura.

O gatilho foi a divulgação do Índice ISM de Manufatura, que decepcionou ao marcar 49,0, abaixo da projeção de 49,8 e significativamente inferior aos 50,3 registrados em fevereiro. A atividade industrial se deteriorou em março, enquanto os preços ao consumidor continuaram subindo pelo segundo mês consecutivo. Isso acendeu o alerta entre os investidores: atividade econômica mais fraca, inflação persistente e mercado de trabalho enfraquecido — uma combinação perfeita para reacender os debates sobre estagflação.

No entanto, as ações de peso pesado vieram ao resgate. Apple (+0,5%), Microsoft (+1,8%) e NVIDIA (+1,6%) impulsionaram os índices, reforçando a influência das gigantes do setor. Juntas, essas três empresas representam quase 20% da capitalização de mercado do S&P 500.

Como resultado, oito dos onze setores do índice fecharam em alta, liderados por consumo discricionário (+1,1%), serviços de comunicação (+1,0%) e tecnologia (+1,0%). Já os setores financeiro e de saúde encerraram o dia no vermelho.

Os títulos do Tesouro também agradaram aos investidores: o rendimento dos papéis de 10 anos caiu para 4,16%, enquanto os de 2 anos recuaram para 3,86%. Mais detalhes aqui.

Os investidores estão aguardando ansiosamente decisões concretas sobre as novas tarifas de Trump, e os mercados dos EUA estão demonstrando calma e resiliência, apesar da ameaça de instabilidade econômica global.

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Enquanto rumores circulam pelos corredores de Washington sobre a iminente implementação de tarifas universais de 20%, que poderiam remeter a economia ao espírito da década de 1930 e abalar os mercados globais, o S&P 500 segue demonstrando uma resiliência notável. Às vésperas do Dia da Independência dos EUA, muitos poderiam esperar um mercado acionário em pânico, mas, em vez disso, ele está se ajustando com calma. Por quê?

A resposta, como sempre, reside na confiança: os investidores não acreditam que Donald Trump levará sua política tarifária ao extremo. Eles apostam que ele não colocará em risco o crescimento econômico dos EUA por conta de disputas comerciais. Enquanto o PIB americano permanecer sólido, o índice mais amplo de ações não deve sofrer grandes ameaças.

Enquanto isso, os analistas das principais instituições financeiras estão revisando suas projeções para baixo, mas seguem otimistas sobre o desempenho do S&P 500 até o final do ano. A Yardeni Research agora projeta um nível de 6.000 até o final de 2025 (abaixo dos 6.400 estimados anteriormente), o Société Générale ajustou sua previsão para 6.400, ante 6.750, e o Goldman Sachs reduziu sua meta de 6.200 para 5.700.

Por outro lado, o UBS Wealth Management, apresenta um cenário mais dramático: primeiro, um "pesadelo tarifário"; depois, um desfecho diplomático favorável. Segundo essa visão, a segunda metade do ano poderia ser extremamente propícia para a recuperação do S&P 500.

Mas será que tudo é tão promissor assim? E se outros países não cederem às exigências da Casa Branca e, em vez disso, redirecionarem suas exportações para outros mercados? Nesse caso, os EUA podem acabar saindo em desvantagem.

Andreeva Natalya,
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